21 de setembro de 2018

O QUE É PRECISO PARA SER COMISSÁRIO DE VOO? Parte II




 Agora que você já sabe como conseguir as carteiras para ser um Comissário de voo, algumas dúvidas podem surgir:
  • ·          Como passar na entrevista?
  • ·         O que será exigido de mim com relação as minhas habilidades e comportamentos?
  • ·         Quais atitudes devo ter, não só  na entrevista mas também na carreira como comissário?

Vamos começar pelo inicio: a entrevista.

Quando uma vaga é “desenhada” pelo RH de uma empresa são levadas em consideração as necessidades do empregador, as habilidades técnicas e comportamentais que a vaga exige que o candidato tenha, e a legislação trabalhista em vigor.

No caso de comissário de voo não é diferente. O candidato precisa preencher uma série de requisitos para sanar as exigências técnicas e da legislação em vigor

As empresas exigirão do candidato:
·         Certificado médico aeronáutico (CMA) que comprovará que o candidato está em perfeitas condições de saúde e apto a voar;
·         Certificado de Habilitação Técnica (CHT) que comprovará que o candidato está tecnicamente apto a exercer a função de Comissário de bordo.


Mas o preenchimento desses requisitos ainda não é suficiente para conquistar a     vaga de Comissário de Voo em uma companhia aérea, são necessárias ainda as habilidades comportamentais que o cargo exige.
É no processo seletivo, mais precisamente durante a entrevista pessoal, por meio de dinâmicas e atividades, sob a supervisão de um profissional habilitado, que a empresa vai conhecer se você possui as essas habilidades comportamentais.

Mas quais são as habilidades comportamentais que as empresas procuram nos candidatos a vaga de Comissário?
 ·         Autocontrole
·         Capacidade gerir conflitos
·         Flexibilidade
·         Saber relacionar-se com a equipe e com os passageiros
·         Reagir positivamente em situações de pressão
·         Ser organizado
·         Ser proativo
·         Responder eficazmente a emergências
·         Saber lidar com situações estressantes
·         Gostar de pessoas
·         Ser simpático
·         Ser comunicativo
·         Ter competência na tomada de decisão
·         Ter aptidão de lidar com o público e inibir comportamentos inadequados
·         Ter disposição de adaptação a novas situações
·         Ser desembaraçado
·         Ser discreto
·         Ter equilíbrio emocional
·         Ser firme na tomada de decisões
·         Gostar de servir
·         Ter habilidade para mediar conflitos
·         Ter iniciativa própria
·         Ser paciente
·         Ter senso de responsabilidade
·         Ser ético
·         Ser pontual




Tenho certeza que você vai concordar comigo que quanto maior a lista de habilidades que possuir maior são as chances de conseguir sua vaga na aviação ou em qualquer área. A grande pergunta é: você possui todas essas habilidades comportamentais, ou pelo menos a maioria delas? Responder com segurança essa pergunta depende de um excelente autoconhecimento.
Preciso salientar que mesmo que você não possua essas habilidades é possível desenvolve-las. Por meio de treinamento adequado é possível chegar ao seu objetivo e desenvolver qualquer das habilidades acima mencionadas.
Entre as opções para desenvolver essas habilidades devo citar o Coaching de Carreira.  Trata-se de uma poderosa metodologia de alcance de resultados e aumento de performance.  Esse processo poderá ajuda-lo a adquirir autoconhecimento e desenvolver algumas dessas capacidades, dessa forma você vai se transformar no profissional que as empresas buscam e aumentar ainda mais as chances de contratação.

Conte pra mim:
ü  Você já fez algum teste de perfil psicológico?
ü  Já experimentou um processo de coahing de carreira?

Conte sobre essas experiências para nós, vamos adorar conhecer.
Espero seus comentários.
Um abraço e até a próxima.

Edna Soares

Psicóloga e Master Coach


27 de julho de 2018

O QUE É PRECISO PARA SER COMISSÁRIO DE VOO? - parte 1


O QUE É PRECISO PARA SER COMISSÁRIO DE VOO?

Parte I
Como me capacitar para ser um Comissário de voo




Quais são os requisitos básicos para ser comissário?
Onde devo estudar?
Quanto custa?
Quanto tempo dura o curso?
Devo prestar algum tipo de prova?

Viajar o mundo inteiro, se hospedar em bons hotéis, usar aquele charmoso uniforme, viver cercado de gente bonita, respirar a atmosfera do aeroporto, ver o sol nascer e se por do alto de um avião, ganhar um bom salario, ter acesso a produtos importados são pensamentos que passam pelo imaginário das pessoas que querem conhecer ou ingressar nessa área: comissário de voo.
Diante de tantas possibilidades e com sugestões tão atraentes dá para acreditar que esse é o trabalho perfeito para quem quer ser livre, viajar o mundo inteiro e ainda se divertir. Parece perfeito esse trabalho não é mesmo?
Mas será que não existem contras?
Como será a rotina, o dia a dia de um comissário?
Qual a realidade dessa profissão?
E como ingressar nesse mercado?
Vamos começar pelo começo, ou seja, como ingressar nessa carreira.
Os requisitos básicos são:
·         Maior de 18 anos
·         Ter o ensino médio completo
·         Ser formado em uma Escola Homologada para Comissário
·         Ter o Certificado Medico (CMA)
·         Ser aprovado na ANAC
·         Ter um segundo idioma, preferencialmente Inglês (conversação)

Escola Homologada
A Escola que ensina a profissão de comissário de voo precisa ter autorização da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) que é um órgão regulador e fiscalizador.
A escola que tem essa autorização chama-se de HOMOLOGADA.
É importante você perguntar na hora da matrícula esse detalhe tão importante.
Essa escola pode oferecer cursos presenciais e/ou no modo EAD (ensino a distância). Caso opte pelo ensino a distância você precisa saber que irá precisar fazer 3 cursos presenciais: Sobrevivência na Selva, Sobrevivência no Mar e Combate ao fogo. Vamos falar deles já já.

Quanto tempo é o curso?
O curso tem duração de 4 a 6 meses, algumas escolas oferece a opção de estudar aos fins de semana, aumentando o tempo de duração do curso.

Quanto custa?
O valor do curso varia de escola para escola, localidade e se inclui o prático, o teórico e o uniforme.
Mas, em média a PARTE TEÓRICA custa de R$ 1.800,00 a R$ 2.500,00 (preços de jul/18).

O que você vai aprender?
No curso teóricovocê vai aprender as matérias que são exigidas na prova da ANAC separadas em 4 blocos:
ü  Bloco 1:
Emergência, Segurança e Sobrevivência.
ü  Bloco 2:
Regulamento da profissão
ü  Bloco 3:
Temas médicos
ü  Bloco 4:
Conhecimento gerais de aeronaves

Quando terminar o curso você precisará prestar uma prova de conhecimentos técnicos na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) mediante ao pagamento de uma taxa no valor de R$ R$ 273,00 (ju/18).
Para ser aprovado precisará de 70% de acerto para cada um dos blocos. Caso não consiga poderá repetir a prova pagando uma nova taxa.


No curso prático você vai aprender:
ü  Sobrevivência na selva
ü  Sobrevivência no mar
ü  Combate ao fogo
ü  Aulas de etiqueta
ü  Aulas de maquiagem (para mulheres)

 

As provas são realizadas no mesmo dia do curso pela própria escola.

O CMA – Certificado Médico Aeronáutico

É realizado em clinicas especializadas e também homologadas.
No ato da matrícula na escola de comissário você receberá o encaminhamento para esses exames e as indicações das clinicas que prestam esse serviço.
Custa entre R$ 400,00 a R$ 600,00 (jul/18).

Os exames exigidos são:
Audiometria, Exame de vista, Eletro, Raio XTorax, Ergométrico, exames laboratoriais, psicotécnico, etc.


Resumindo:
Para ser um comissário de voo você precisa:
      Ensino médio completo
      Estudar em uma escola homologada
      Passar na prova da ANAC
      Tirar seu Certificado Médico Aeronáutico

Custo médio total: Teórico, pratico uniforme e taxas
      De R$ 3.400,00 a R$ 4.000,00 (jul/18)

Tempo:
      De 4 a 6 meses

Mas e depois das carteiras?
No próximo post falaremos sobre assuntos bem práticos, como por exemplo, como passar na entrevista, e as exigências comportamentais que a carreira exige. Será que você tem o perfil que as empresas aéreas procuram?

Conte pra mim:
Ø  Você está interessado em seguir essa carreira?
Ø  Por quê?
Ø  O que te fascina nesse trabalho?

Espero seus comentários.

Um abraço e até a próxima.

Edna Soares
Psicóloga e Master Coach

12 de junho de 2018

Tripulante consegue namorar e casar?


Pois e não é que conseguem.... Vida normal a todos nós, tripulantes! Hoje vamos contar a história de dois casais, que doam suas vidas para o voo com segurança e se dedicam a profissão com todo amor e carinho, mas que também tocam suas vidas amorosas, felizes e contentes!  


O primeiro casal é a Paula e o Igor e, eles se conheceram dentro de um avião. Ela comissária e ele piloto. Namoram há 8 meses e nos revelaram as principais curiosidades de voar e namorar outro tripulante.

Conversamos também com a Ana e o Luciano. Ambos tripulantes da mesma empresa, se conheceram no voo e atualmente são casados e dividem seu tempo livre para sempre estar presente na vida dos filhos gêmeos. 


  Paula Comissária, Igor Piloto e uma paixão: voar!


Eles nos contaram que se conheceram há uns dois anos atrás em um bate e volta GIG. Ambos fizeram a ida tripulando e  voltaram de extra. Enquanto aguardavam para embarcar, conversaram bastante sobre relacionamento. Na época ambos eram casados com pessoas que não eram da aviação.
Após o pouso em SP, se despediram e nunca mais tiveram contato. 
Dois anos depois fizeram juntos um voo para Milão, nessa época ambos solteiros e foi neste voo que tudo começou. 


Eles já voaram juntos algumas vezes e gostam bastante quando surge a oportunidade na escala. Sempre com muito profissionalismo, afinal é preciso saber separar o lado pessoal do profissional e isso Paula e Igor conseguem fazer facilmente.

Como tudo nessa vida, se relacionar com tripulantes também surgem pontos positivos e negativos. Para o casal, como vantagem é que um entende a rotina do outro, os horários da escala e claro, têm a possibilidade de voarem juntos. Como negativo é que no meio de tantos pousos e decolagens, pode ocorrer da escala não bater, um pode estar chegando e o outro saindo para voar. 


Às vezes se encontram no mesmo hotel, mas isso só ocorre quando estão no mesmo voo. Quando ocorre a oportunidade de um café romântico no aeroporto entre idas e vindas, procuram fazer desse momento muito especial.Não é tão difícil de estarem os dois em casa, mas é sempre bem corrido.  Já pensaram em voar com escala casada, porém a empresa na qual ambos trabalham ainda não permite, mas as folgas eles sempre solicitam juntos.

No momento o casal não tem filhos juntos, mas pretendem ter futuramente, e não vêem problemas em voar e ter filhos para cuidar, pois eles já tem filhos de outro casamento.

 “O maior aprendizado que se tira de um namoro com tripulante é ser paciente, flexível, organizado e pensar sempre um no outro” relata Paula.  



                                                                                                     Foto - Paula e Igor 


“Um fato engraçado foi um voo que fizemos mas não contamos para ninguém que nos relacionávamos, até começarem a desconfiar de que algo estava acontecendo. Mas o legal era o fato de ninguém imaginar que já éramos um casal e por conta disso, passamos por algumas situações não muito comum, que jamais passaríamos se soubessem que estávamos juntos, se é que me entende (risadas)...


Em geral é um tipo de relacionamento muito bom! Onde a vontade de estar junto é constante. Quando estamos de folga, podemos ir no voo um do outro e assim aprendemos a aproveitar cada instantes juntos. Inclusive, estou respondendo essas perguntas com ele do lado, dentro de um avião em um voo para SP". 


Para todos os nosso leitores que são casais tripulantes, Paula deixa uma dica:
- “ Onde quer que estejam, sempre pensem um no outro”.    




Ana e Luciano, amando e voando.



Ana e Luciano  se conheceram em um voo bate e volta para Recife, há 12 anos. Já imaginaram o tanto de voos que já fizeram juntos? (risadas). Apesar disso, Ana nos contou que nunca imaginou que iria namorar e casar com alguém da aviação, foi uma peça que o desatino pregou.  

Na época em que eles se casaram há 10 anos, podiam voar juntos, pois na Cia aérea que trabalhavam não haviam restrições. Hoje, a política mudou, e nesta Cia aérea não é permitido um casal voar junto. O casal conta que foi super legal, pois eles souberam separar a parte profissional do casamento. Um fator facilitador para essa boa relação no ponto de vista do casal foi que já se conheceram trabalhando, logo já sabiam o estilo profissional de cada um.


                                                                                                                                   Foto Ana e Luciano

Relatam que o fato de trabalharem juntos dá um astral em toda a tripulação, se sentiam bem confortáveis ao voarem juntos e gostavam muito.
Ana ressalta como ponto negativo que ao ser casada com outro tripulante, as vezes não conseguem passar datas comemorativas juntos. Mas eles driblam bem esse fator, pois não precisam esperar um feriado ou fim de semana, visto que podem pegar umas folgas durante a semana e viajar e terem o seu lazer, o que é muito mais divertido, vamos combinar.

Também destacam que é uma enorme vantagem um entender o outro e acreditam que existe uma flexibilidade maior no seu relacionamento por ser casada com tripulante. Como por exemplo: para eles é possível se ver entre idas e vindas, entre pousos e decolagens as vezes até mais que um “casal normal” – brinca Ana.  

- “ Ficamos muito tempo juntos agora que somos do internacional e mesmo quando voávamos nacional também” - diz Ana.

Um momento super especial para o casal foi quando ambos tiveram a oportunidade de fazer um voo para Manaus com suas mães, momento marcante na vida de cada um.

Antes de terem filhos, eles tinham folga casada e sempre foram a favor de escala casada também. Mas após a chegada dos filhos gêmeos a logística é diferente, sendo necessário sempre ter algum deles em casa, já que os filhos são pequenos.
Para cuidar do casal de filhos, eles contam com o suporte dos pais de Ana... quando os dois estão voando, sabem que os filhos estão bem e felizes com os avós. Relatam que os filhos já estão acostumados com os pais viajando o tempo todo, pois desde pequenos foram inseridos nesse cenário.


                                                                                                                  Foto Ana, Luciano e o filhos

Ana e Luciano deixam uma dica para todos os nossos leitores e casais tripulantes:
- “Aproveitem todos os momentos juntos, os momentos que estão em casa como família, os momentos de voar... tudo intensamente!” 

18 de maio de 2018

Boeing 737 cai logo após decolar de Havana

Um Boeing 737 caiu logo após decolar do Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, nesta sexta-feira (18). Bombeiros e resgatistas trabalham no local. O presidente Miguel Díaz-Canel disse que havia 113 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulação.




AERONAVE 
Modelo - Boeing 737-200 
Empresa Cubana Aviación 
Capacidade Máxima 136 passageiros

Depois de uma confusão sobre o nome da companhia aérea, o Boeing 737 foi finalmente identificado como sendo propriedade da companhia aérea mexicana Global Air, que aluga aviões a outras companhias sob a designação Damojh Aerolíneas. 



Segundo o jornal cubano Granma, três passageiros sobreviveram ao acidente e foram hospitalizados em estado crítico. Ainda não há confirmação do número de mortes e se há brasileiros entre as vítimas. 



O destino da aeronave era Holguín, no leste da ilha de Cuba, a 670 km a leste da capital. 
O acidente ocorreu às 12h08 locais (13h08 de Brasília).



Fonte - g1.com.br e uol.noticias.com.br