10 de junho de 2019

Canivete não pôde entrar no avião. Resultado: casou-se com a comissária!


Canivete não pôde entrar no avião:
Resultado: casou-se com a comissária!

Para comemorar o dia dos namorados resolvemos contar histórias reais de romances que nasceram por causa do charmoso mundo da aviação.

Tem muita história emocionante, engraçada, de encontros e desencontros, todas tendo o  avião de pano de fundo e o espaço aéreo como testemunha.

Afinal esse é mesmo um mundo encantador, desperta na gente percepções interessantes, principalmente quando pensamos nas viagens, na sensação de sentir o avião decolando e pousando, naquelas férias, nos lugares que vamos conhecer etc.

Parece que ficamos mesmo mais abertos ao novo, a aventuras e descobertas. Um misto de emoções positivas que promove encontros inusitados e amores improváveis que talvez não acontecessem em outras situações.

Para começar vou contar a história da comissária de voo de Giovana Marchese.


Em maio de 2010 Giovana estava em mais um dia de trabalho, fazendo ponte aérea. A aeronave ia decolar de Santos Dumont para Congonhas. Giovana preparava o serviço para a decolagem, perdida em seus pensamentos, se esforçando para não deixar transparecer o quanto estava meditativa e ao mesmo tempo decepcionada com o término de um relacionamento.


Seu “ex”, um tipo “mauricinho”, nada tinha a ver com ela, por isso não deu certo. O que ela não se conformava é como tinha entrado numa relação com alguém tão diferente dela. Absorvida pelos seus pensamentos avistou no finger (equipamento que liga o terminal de embarque ao avião) um rapaz descabelado, desarrumado e até meio atrapalhado (ele tropeçou durante o embarque). Giovana pensou: “um cara desse tipo que daria certo comigo”.


Giovana lembra que foi um devaneio, sem segundas intenções, bom, pelo menos naquele momento. O tal rapaz era fotografo e estava com todos os seus equipamentos em mãos. Ele pediu para a comissária Giovana se podia tirar uma foto do finger e ela consentiu.





Giovana enxergou uma oportunidade: ela queria fazer um curso de fotografia e precisava de um professor qualificado, no momento oportuno pediu para o passageiro fotógrafo, uma indicação. Ele imediatamente deu seu cartão e se prontificou a falar com um amigo sobre o assunto.

Durante o voo ela não se aproximou, nem se quer interagiu com o Gustavo, mas confessa que vez ou outra dava uma paqueradinha nele, aquele passageiro meio atrapalhado, desarrumado, do “tipo dela” e ainda por cima bonito.

Giovana ficou responsável por acompanhar os passageiros no ônibus durante o desembarque. Ela notou que Gustavo tirou algumas fotos dela, mas não se importou. 

Alguns dias depois mandou um e-mail para Gustavo solicitando o contato do professor de fotografia. Na resposta ele anexou as fotos que tirou dela no ônibus, ela amou, é claro.

Um e-mail daqui, outro e-mail acolá e um café foi marcado numa livraria na Av. Paulista. O papo foi tão bom que eles fecharam, literalmente, a livraria. Um passeio no frio de junho na Av. Paulista encerrou o primeiro encontro.

Outro encontro, 3 dias depois, dessa vez na casa do Gustavo, uma sopa esquentava ainda mais o clima, quando foram surpreendidos com a visita de um amigo dele. Gustavo apresentou a Giovana para seu amigo como sendo sua namorada, em pleno dia 12 de junho.

Se você acha que foi rápido espere mais um pouco.  30 dias depois Giovana foi surpreendida com um pedido de casamento, ela obviamente aceitou. Menos de 3 meses depois estavam morando juntos. O casamento, como manda o figurino, aconteceu apenas 1 ano depois que se conheceram.

Agora o detalhe mais interessante: Gustavo não ia pegar aquele avião. Seu voo era um antes. Acontece que ele carregava um canivete para fazer ajustes em alguns equipamentos fotográficos, mas nesse dia esqueceu de despachar, sendo necessário voltar ao embarque, despachar e por isso precisou pegar a próxima ponte aérea.

O canivete e as fotos são lembranças desse amor que já dura 9 anos. Giovana encerra sua história dizendo:

“Gustavo foi meu passageiro que não passou, ele ficou em minha vida, ainda bem”.

Gostou dessa história?

Você já viveu um romance que começou numa viagem?

E em um avião?

Gostaria muito de conhecer sua história.

Mande ou comente esse post.

Amanhã será postado outra história incrível que começou nas nuvens.

Não perca.

Edna Soares
Master Coach
Especialista em aviação

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