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5 de junho de 2019

MORTE A BORDO: PASSAGEIRO MORRE ANTES DA DECOLAGEM




VIDA DE COMISSÁRIO DE VOO
O que acontece nos bastidores do voo V



Vida de comissário é mesmo emocionante. Você já leu em nossos posts situações bem inusitadas que acontecem a bordo de uma aeronave? Falamos de vários casos, tais como: problemas com idioma, confusões a bordo, nascimentos de bebês a bordo, comissária que “esconde” o passaporte, outra que fica presa do lado de fora do quarto de hotel e passeia de pijama pelos corredores. Nossa quanta coisa interessante. Se você ainda não leu corre lá, tenho certeza que você vai gostar.

Esses profissionais que deixam nossa viajem mais segura e confortável também passam por situações que ficam abalados emocionalmente. Afinal são seres humanos!

Emoções da profissão que infelizmente não são só de alegria.

Cada voo é um voo, diz o Comissário Célio, “a gente trabalha duro para que tudo ocorra dentro do normal, mas estamos transportando pessoas e pessoas são imprevisíveis”, conta Célio.


Um voo que estava se preparando para decolar de São Paulo com destino a Madri, Célio foi chamado por um de seus colegas para ajudar uma pessoa que supostamente passava mau dentro do banheiro.

Ao abrir a porta a tripulação se deparou com um jovem bem alto, de uns 28 anos, com as calças na altura dos joelhos convulsionando dentro do banheiro. Célio conta que deu muito trabalho para tirar o jovem do banheiro por ele ser muito alto.

O avião ainda estava em solo, nenhum médico a bordo, e o rapaz estava realmente ruim. Célio foi encarregado de atender o rapaz enquanto seus colegas davam continuidade ao embarque dos passageiros e a preparação para a decolagem.

O trabalho do experiente comissário Célio nessa hora foi deixar o moço confortável, cuidando para que durante as convulsões ele não se machucasse. Os médicos de terra foram acionados, e mesmo com a presença da equipe médica, Célio ficou ao lado do jovem o tempo todo, torcendo muito para que tudo terminasse bem.

Suas esperanças foram minando quando os médicos começaram realizar manobras de ressuscitação. Os médicos lutaram bravamente e a torcida também era grande, mas nada resolveu, o rapaz morreu ali mesmo na gale.

São vários e demorados os procedimentos que envolvem uma situação como essa: recolher os pertences do jovem, a polícia colher os depoimentos, retirar o corpo, etc. Além disso, como ninguém pode descer da aeronave é necessário servir e acalmar os passageiros, pois a essa altura havia muita consternação e impaciência no ar.

O avião finalmente decolou com muito tempo de atraso e a mesma tripulação, inclusive o Célio que estava visivelmente abalado pelo ocorrido. Nesse momento ele conta que o profissional assumiu o controle de suas emoções para que o trabalho pudesse ser feito. Mesmo assim, por muito tempo, Célio ficou se torturando questionando-se o que poderia ter feito que pudesse salvar a vida do rapaz.

Muito tempo depois, Célio encontrou com um dos policiais federais que participou da ocorrência e indagou sobre o caso. O policial informou que o moço era uma “mula”, transportava capsula cocaína em seu estômago rumo a Madri, mas infelizmente uma ou algumas capsulas se romperam e se espalharam pelo corpo causando a morte do rapaz.  

Apesar da tristeza que envolve toda a situação, ele conta conseguiu ficar mais em paz com ele mesmo, deixando de se torturar pelo ocorrido.

Que história, hein?

Você já pensou em ser comissário de voo?

Conte para mim, quero muito saber o que você pensa a respeito dessa profissão.


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