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11 de junho de 2019

Um desconhecido me beijou durante o voo – e eu amei!


Um desconhecido me beijou durante o voo – e eu amei!


Já se sentou ao lado de um estranho durante um voo e teve curiosidade de saber mais sobre ele? Puxou assunto, levou um papo ou ficou tímido e se retraiu?

Ou ainda você é do tipo que adora uma aventura e toparia ficar com alguém durante o voo, com um completo estranho? Será que amor que decola com o avião termina no pouso?
Conheça a história da Leila. Ela se lançou de braços abertos a novas possibilidades e deixou rolar.

Leila Costa, uma paulistana que trabalha como designer de interiores acalentava o sonho de conhecer Pompéia na Itália e aproveitar a viagem para ir ao Norte a Suécia tentar ver a Aurora Boreal.

Depois de um dia estressante no trabalho, decidiu: Abriu um site e comprou uma passagem com destino a Estocolmo, depois Itália. Estava no meio de uma obra e nem sabia se daria tempo de terminar antes da viagem, mas estava decidida, não podia adiar mais.

Três meses depois estava Leila dentro do avião rumo a viagem de seus sonhos. Na empolgação da viajem acabou errando o assento, ficou no meio de 2 indianos enormes, chegou até a murmurar acreditando em uma longa e chata viajem. Mas para sorte de Leila apareceu o dono da poltrona e ela foi para seu devido lugar, ao lado de Edu, um mineiro simpático com celular e fone de ouvido nas mãos.

Pensou: Graças a Deus! Pediu licença e sentou e 5 minutos depois ele puxou assunto, o de sempre: De onde você é? Para onde vai? O que vai fazer lá? Quanto tempo vai ficar? Essas coisas. E segue a prosa.

O avião decolou e uns 15 min depois, o mineiro faz um convite: Vamos assistir um filme juntos?  Leila pensou: Tudo bem, tela igual para os dois e cada um com seu fone.




Passados 10 minutos de filme, Leila conta que Edu levou a sério essa história de cinema e que ela sentiu a mão dele deslizar pelo seu braço. Ela não estava acreditando na ousadia do moço, se virou para tentar entender melhor o que estava acontecendo e ganhou um beijo, desses que a gente ganha no cinema. Ela confessa que pensou: “Para quem diz que mineiro é devagar é porque não conhece a “ligeresa” desse moço”.

Leila deixou fluir, por que não? Claro que o filme não foi importante, aliás ela nem se quer se lembra qual era, é claro. No intervalo de muitos beijos, jantaram juntinhos, dormiram juntinhos.

Ela ainda se lembra de rir muito imaginando o que os passageiros ao lado pensavam sobre a situação. Mesmo assim não se incomodava e dá-lhe mais beijos.

Foram as 10 horas de voo mais rápidas da sua vida. Logo o casal chegou em Amsterdam. Ele um fofo a acompanhou até o seu portão, trocaram e-mails (único meio de comunicação pois Edu ia ficar um ano na Europa) e antes de ir o último beijo e cada qual para seu destino.

Leila conta que não acreditou que ele a escreveria, mas 15 dias depois chegou o primeiro de muitos e-mails. Não conseguiram se encontrar na Europa, mas sempre se comunicavam pelas redes sociais e por e-mail.

Até que num belo dia recebeu a tão esperada mensagem: “Volto para o Brasil semana que vem. Quero te ver!”  Mas quando foi navegar pelo face do rapaz, percebeu que ele não estava mais sozinho, ela então declinou o convite, mesmo com a insistência do rapaz. Ele se justificou: estava se separando, mesmo assim Leila não achou uma boa ideia.

Tempos depois novo encontro pelas redes sociais, agora o rapaz já tinha um bebê, mas, estava disposto a terminar o que começaram no avião. Edu não desistia, mas ela o convenceu a deixar quieto, não queria correr o risco de estragar algo tão especial e ainda machucar alguém.

Leila confessa que foi complicado resistir, a tentação foi grande, afinal ela não conseguia entender por que mesmo depois de tanto tempo a vontade de encontrar aquele mineirinho não passava, e, embora por vezes ele insistisse em vê-la, ela conseguiu convencê-lo a deixar a história só lá, naquele voo, aquele avião.

Depois de 5 anos a amizade continuou, o único encontro ao vivo foi aquele. E hoje, sempre que se falam, a última frase dele é: “Nunca vou esquecer você. Você é muito especial para mim”.

Para encerrar sua história que está longe de terminar, Leila cita Vinicius de Morais: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. E afirma que este foi o desencontro, mais encontrado que teve, daqueles que a gente conta para os amigos gargalhando e ainda vai contar por muito e muito tempo, até quando estiver bem velhinha: “É, teve uma vez, numa viagem SP- Amsterdam, um mineirinho que... Eh laiá.


Você já viveu uma aventura como essa?

E em um avião?

Gostaria muito de conhecer sua história.

Mande ou comente esse post.

Amanhã será postado outra história incrível que começou nas nuvens.

Não perca.




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