6 de julho de 2019

PRECISA-SE DE PILOTOS E PROFISSIONAIS DA AVIAÇÃO


ESTÁ FALTANDO PROFISSIONAIS NO SETOR.

Será um alarme sensacionalista ou uma real possibilidade?

Quantas pessoas que você conhece que é apaixonada pela aviação e gostariam de pilotar um avião comercial, viajar o mundo, conhecer culturas diferentes, enfim ser profissional desse fascinante mundo?

Muitas pessoas que adorariam ser pilotos e pertencer a esse mercado não conseguem se formar. Por quê? Esse é um fenômeno brasileiro ou mundial?

Por que será que órgãos sérios e respeitados internacionalmente como a ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional) afirma que existe uma real possibilidade de muito brevemente faltar pilotos no mundo? Será mesmo possível?
Vamos entender os motivos que levam especialistas do setor concordarem com essa afirmação.
Em 2018 foram 103 milhões de passageiros que as empresas aéreas brasileiras transportaram em voos domésticos e internacionais. Um aumento significativo de 4,1% em relação ao ano anterior, segundo a ANAC.

E não é só no Brasil que esse fenômeno acontece. De acordo com dados do Banco Mundial 311 milhões pessoas viajavam de avião em 1970, em 2010 ultrapassamos a marca de 2,6 bilhões de pessoas, e, apenas 7 anos depois, em 2017 praticamente dobramos esse número: 4,1 bilhões de passageiros (dados da ATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo). A estimativa para 2036 é que chegaremos a 7,8 bilhões.

Na China, de 2012 a 2017 dobrou a quantidade de pessoas que viajaram de avião, com um impressionante número de 549 milhões passageiros se deslocando nos céus. 



Essa alta demanda fez com que empresas aéreas ao redor do mundo enfrentasse sérios problemas com a falta de pessoal qualificado, principalmente pilotos.  Algumas empresas chegaram a cancelar voos por fala de tripulação.

Para driblar esse desequilíbrio a Emirates, por exemplo, faz processos seletivos em vários países, entre eles o Brasil, buscando completar seu quadro de pilotos, oferecendo salários tentadores em dólares, que convertidos passam de R$ 60.000,00 mensais, livres de impostos, além dos benefícios.

Empresas aéreas chinesas, por sua vez, oferecem salários equivalente a R$ 100.000/mês, livres de impostos e mesmo assim essas empresas encontram dificuldade em preencher seu quadro de profissionais.

No Japão a solução encontrada pelas empresas aéreas foi alterar o limite de idade como forma de atrasar a aposentadoria de pilotos experientes, passando para 67 anos em 2015. Vale também outras táticas como buscar profissionais em outras companhias, outros países, oferecendo salário mais atrativos, benefícios etc.

Para se ter uma ideia do quanto essa escassez de piloto nos afeta, durante os incêndios na Califórnia em 2018, 20% da frota de aviões Tankers (aviões usados como extintores de incêndios) da agência Cal Fire não decolou por falta de profissionais para pilotá-los.


A expectativa de que não haverá profissionais suficientes para suprir a demanda aciona uma luz de emergência na ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional) afirmando que serão necessários cerca de 620 mil novos profissionais para pilotar aviões comerciais nos próximos 15 a 20 anos e cerca de 80% desses profissionais nem se quer estão voando hoje.

O órgão acredita que há uma necessidade urgente de investimentos significativos em desenvolvimento de recursos humanos para garantir que tenham pilotos, controladores de voo e outros profissionais necessários para manter o setor funcionando, de maneira tal, que possa atender a demanda.

Se as estatísticas de demanda por voos são extremante positivas para o setor mundial, por que então existe essa carência de profissionais no mercado?


Será que falta incentivo para o setor?

Essas e outras perguntas relacionadas a formação do piloto vamos tratar no próximo post.

Você não pode perder.

Até lá.



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